PARNASIANISMO
MAPA MENTAL
PRINCIPAIS AUTORES:
Olavo Bilac
Olavo Bilac (1865-1918) foi um poeta, contista e jornalista brasileiro. É o autor da letra do Hino à Bandeira. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Em 1888, Olavo Bilac publicou seu primeiro livro, Poesias. Nele, o poeta já demonstrava estar plenamente identificado com as propostas do Parnasianismo, como na famosa Profissão de Fé, que enaltece a perfeição formal, explicitando o ideal estético da poesia.
Olavo Bilac faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1918, vítima de edema pulmonar e insuficiência cardíaca.
RAIMUNDO CORREIA
Raimundo Correia (1859-1911) foi um poeta brasileiro, um dos mais destacados poetas do Parnasianismo, movimento essencialmente poético que reagiu contra os abusos sentimentalistas dos românticos. Em 1879, ainda estudante, Raimundo Correia publicou “Primeiros Sonhos”, revelando forte influência de Gonçalves Dias, Castro Alves e de outros poetas românticos, recebendo críticas, porém, seus versos já anunciavam uma perspectiva de reformas, demonstrando grande preocupação com o formal.
Em 1882 formou-se em Direito. No ano seguinte, lançou seu segundo livro, Sinfonia (1883), com prefácio de Machado de Assis, assumindo o Parnasianismo propriamente dito, marcado pelo pessimismo e pelas reflexões de ordem moral e social. Raimundo Correia é considerado o mais filósofo dos parnasianos. Procura solução para a problemática existencial, tentando explicar a vida cheia de angustias e desesperos.
Raimundo Correia faleceu em Paris, França, no dia 13 de setembro de 1911. Seus restos mortais foram trasladados para o Brasil em 1920, por iniciativa da Academia Brasileira de Letras.
FRANCISCA JÚLIA
Francisca Júlia nasceu em 31 de agosto de 1871, na cidade de Eldorado Paulista. Em 1891, quando publicou seu primeiro poema em O Estado de S. Paulo, recebeu a crítica negativa de Severiano de Rezende (1871-1931), que aconselhava a escritora a não escrever mais poesia e realizar outras ocupações, tais como os “trabalhos de agulha”.
De 1892 a 1895, Francisca Júlia escreveu para o Correio Paulistano, além de periódicos do Rio de Janeiro, onde seus versos geraram a dúvida se seu autor era realmente uma mulher ou um homem que usava pseudônimo feminino. Seu primeiro livro "Mármores" foi publicado em 1895. A recepção dessa obra foi bastante positiva em São Paulo e no Rio de Janeiro, e recebeu elogios inclusive de Olavo Bilac (1865-1918). Porém, houve aqueles que acusaram a autora de copiar ou imitar o poeta cubano José María de Heredia (1842-1905). Isso, no entanto, não impediu a consagração da poetisa em sua época. Tanto que, em 1898, fez parte do júri do Concurso de Poesia do Correio Paulistano.
Em 1920, o marido da escritora morreu, vítima de tuberculose. No dia em que ele foi sepultado, 1 de novembro, morreu também Francisca Júlia, em um provável suicídio. No enterro da poetisa, estavam presentes Oswald de Andrade (1890-1954), Menotti del Picchia (1892-1988), Guilherme de Almeida (1890-1969) e Di Cavalcanti (1897-1976).
LIVROS:
Poesias (1888) - Olavo Bilac: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Poesias : edição definitiva (usp.br)
Sinfonias - Raimundo Correia: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&ved=2ahUKEwi7guyurJDvAhWEH7kGHWeYACEQFjAAegQIAhAD&url=http%3A%2F%2Fmachado.mec.gov.br%2Fobra-completa-lista%2Fitem%2Fdownload%2F89_671ed34cbd6ed9235a6d847c3d1b09df&usg=AOvVaw3X0OhqNO03umqigbQ28avg
Mármores - Francisca Júlia: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin: Marmores (usp.br)




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